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Então, ele apareceu. Ele apareceu na minha vida de mansinho. Eu apareci na vida dele devagarinho. Nós aparecemos na vida um do outro, sem pedir nada, sem cobrar nada, sem dizer nada. Depois, as palavras. Elas, que me seduzem. Elas, que me envolvem. Elas, que me aproximam. Foram as palavras que me aproximaram dele. E foram elas que me conduziram até o amor da minha vida. Entre uma palavra e outra, uma inquietação. Entre uma inquietação e outra, a curiosidade. Entre uma curiosidade e outra, um medo. Será? Entre um será e outro, um relâmpago chamado coragem. Fui. Ele veio. Nós fomos. Daquele dia em diante, não ficamos um dia sequer sem nos falarmos, seja por telefone, e-mail, mensagem, telepatia. Entre uma conversa e outra, um sentimento. Entre um sentimento e outro, o amor e, com ele, a definição. Sim. Sim. Sins.
Clarissa Corrêa (via alentador)
Não me corte em fatias. Ninguém consegue abraçar um pedaço.
Mario Quintana. (via recontador)
Dor é assim mesmo. Arde, depois passa. Aliás, a vida é assim: arde, depois passa. A gente acha que não vai aguentar, mas aguenta. Pense assim: agora tá insuportável, agora você queria abrir o zíper, sair do corpo, virar um paralelepípedo ou qualquer outra coisa inanimada, anestesiada, silenciosa. Mas agora já passou. Agora já é dez segundos depois da frase passada. Sua dor já é dez segundos menor do que duas linhas atrás. Você acha que não, porque esperar a dor passar é como olhar um transatlântico no horizonte estando na praia. Ele parece parado, mas aí você desvia o olho, toma um picolé, lê uma revista, dá um pulo no mar e quando vai ver o barco já tá longe. A sua dor agora, essa fogueira na sua barriga, essa sensação de que pegaram sua traqueia e seu estômago e torceram como uma toalha molhada, isso tudo - é difícil de acreditar, eu sei - vai virar só uma memória, um pequeno ponto negro diluído num mar imenso de memórias. Levante-se daí, vá tomar um picolé, ler uma revista, dar um pulo no mar. Quando você for ver, passou.
Nattan Duran    
Sofri novamente, Chorei.
E quem estava ali quando desabei, Você como sempre!
Não exigiu explicações ou coisa parecida.
Simplesmente me ouviu.
Me deu carinho.
Me fez nova de novo.
Meu escudo, Você!
Eu costumava pensar que a pior sensação do mundo é perder alguém que ama, mas eu estava errada. O pior sentimento é o momento em que você percebe que você se perdeu.
The Vampire Diaries. 
Eu nem sei o que é dar certo.
Caio Fernando Abreu.  
Eu não sabia como acabar a nossa história. Não sabia se deveria acabar com vírgula ou com ponto final. Então eu acabei em choro.
Nuviada
Ele era amável, beijável, apaixonável e todos os “ável’s” bons que existe no mundo e mesmo assim eu o deixei. Não foi ingratidão, mas eu não era grande o suficiente para acomodar todo amor que ele me dava e eu sabia que isso ia acabar o machucando. Então eu saí por aquela porta sem olhar para trás, meu Deus, como eu queria ter ficado. Para mim era bom ser tão mimada e receber tanto amor, mas eu não podia ser egoísta, não podia ficar porque era conveniente para mim e quanto a ele? Eu o deixaria sofrer, sem poder corresponder com a mesma intensidade tudo de bom que eu recebia? Ele não merecia sofrer tanto e então eu parti, eu sei que isso acabou machucando ele, mas eu poderia ter causado um estrago bem maior. Ir embora enquanto é tempo, foi o que eu fiz.
Nuviada
E com uma letra bem pequena, lá estava escrito no seu epitáfio: Tentou ser, não conseguiu; tentou ter, não possuiu; tentou continuar, não prosseguiu; e nessa vida de expectativas frustradas tentou até amar… Pois bem, não consegui, e aqui está.
Dom Casmurro.  
Eu era a soma de todos os erros: bebia, era preguiçoso, não tinha um deus, ideias, nem me preocupava com política. Eu estava ancorado no nada, uma espécie de não ser. E aceitava isso. Eu estava longe de ser uma pessoa interessante. Não queria ser uma pessoa interessante; dava muito trabalho. Eu queria mesmo era um espaço sossegado e obscuro para viver a minha solidão.
Charles Bukowski.
Hoje ao levantar da cama, pensei bem se iria querer viver novamente aquele dia sem você. Ao ir para a sala olhei para o telefone e rezei para que ele tocasse e fosse você, olhar para o mar só me faz sentir saudades, saudades de você e de mim também. Olho para a janela e vejo a chuva caindo, lembro das suas lágrimas ao ler uma carta de amor, lembro também das lágrimas que já derramamos por sofrer, mas como a felicidade não é eterna, a tristeza também não é. É tão ruim sentir sua falta, sentir falta de sua voz, é horrível dormir sem escuta-la. Oh céus, o que eu estou fazendo aqui? Não tenho motivos para existir. Fiz tantos planos contigo e agora estou sozinho nessa caminhada, é injusto viver sem você. E eu estou ficando cansado de escrever sobre saudade. A sua ausência só me causa dor e solidão.
Relatos de um Apaixonado. 
Relacionamentos acontecem. Você não precisa forçá-los. Tampouco apressá-los. Pessoas ficam juntas porque querem, no momento em que decidem juntas. Querer já é muito e ajuda a eliminar algumas dúvidas. As dúvidas existem porque pensamos nelas. E tudo está sujeito ao engano. É incontrolável. Como evitar cair em relações de dependência? Seja responsável por você: pensamentos, sentimentos e atos. Parece banal, mas não é. Não tente impor ao outro sua responsabilidade com relação a você mesmo. Ele gosta de você, mas não é tão responsável por você assim. Você responde por você, ele responde por ele. Amor não se cobra. Atenção também não. Carinho muito menos. Tenha isso em mente. Não tenha a obrigação de corresponder às expectativas do outro em todos os momentos. Ele as criou. Não o obrigue a corresponder às suas expectativas em todos os momentos. Você as criou. A moeda da culpa é muito alta. Não se culpem à toa. Não usem chantagens baratas, usem as mais elaboradas, em momentos oportunos. Não somos animais de estimação: não tentem se domesticar. Não somos animais selvagens: não tentem se enjaular. Não estejam nem queiram estar presentes na vida um do outro o tempo todo. Ninguém nasce com duas sombras. E quando estiverem longe, não se liguem toda hora. Todo mundo pode esperar. Na vida é bom saber detectar o que é urgência de fato. O resto é controle. Não ligue antes de dormir para saber onde ele está com a desculpa “só liguei pra dar boa noite”. Você não é mãe dele e vocês não têm 12 anos. Só liguem quando quiser, ou precisar, e não porque ele quer que ligue. Não deixem que os monstros da comunicação instantânea assombrem. Um SMS não respondido imediatamente, uma ligação sem retorno, ficar um dia sem se falar: não foi nada! Vocês não precisam checar o celular um do outro, fuçar as redes sociais, ter acesso aos e-mails pessoais. Quem inventou essa loucura? Não se controlem a ponto de ficarem com preguiça de se ver. Não aceite ser a polícia, o juiz ou o algoz de que você gosta. Sejam, menos ainda, vítimas um do outro. Não façam planos vitalícios com ninguém. E não se culpem por isso. Conversem sobre tudo, mas não discutam todos os lados da relação sempre. Incentivem-se, mas não virem o senso de direção um do outro. Não faça surpresas demais, não agrade demais. Ele não é seu filho único. Repito, que se vocês estão juntos é porque querem estar. Isso já é tão belo. Tenha assuntos e amigos pessoais, ele não deve ser seu único assunto e interlocutor. É sempre bom ter o que fazer na vida. Trabalho e lazer. É recomendável ter muitas coisas para pensar, como ideias e viagens. Hoje você vai sair sem ele e tudo bem. Amanhã ele vai viajar sem você e tudo bem. Hoje você vai encher a cara com seus amigos. É sempre bom. Depois de amanhã vocês podem ir ao cinema juntos! Então saibam se divertir juntos. E saibam se divertir um sem o outro. Não se violentem. A tortura é uma técnica menor. Pode dormir na casa dela, mas lembrem-se: você não mora lá. Pegação não é flerte. Flerte não é paixão. Paixão não significa romance. Romance não é namoro. Namoro não é casamento. Casamento não é virar uma pessoa só. Duas bocas, oito membros, duas cabeças, dois corações, dois organismos que só se comunicam com o mundo usando verbos na primeira pessoa do plural. Isso é mutação. Briguem por motivos reais. Tenham ciúme por motivos reais. 90% dos casos os motivos não são reais. Você tem passado. Ele tem passado. Ciúme do passado é motivo irreal. Você tem seus segredos. Ele tem os segredos dele. Respeitem-se. Aprendam a ensinar que respeito não envolve hostilidade. Tudo isso não quer dizer que ele tem outra pessoa, que você se apaixonou por outra pessoa ou que vocês se gostam pouco. Tudo isso vai fazer vocês gostarem mais um do outro. Antes de você existir na vida dele ele já existia. Existir não é tarefa fácil. Tem que deixar a existência arejada, sempre, pra poder existir ao lado de alguém. Mais disposto e com mais vontade. Que bom que você chegou na vida dele. Mas ele não nasceu de novo. Tudo vai se adaptar ao novo cenário. Tenham paciência. É exercício. Tentem cortar as ilusões de domínio: não funcionam com territórios, não funciona com conhecimento, nunca vai funcionar com pessoas. Isso adia os finais trágicos das relações possessivas. E torna as relações mais inspiradoras. Essas duram mais. No pós-romance as pessoas não precisam explicar tanto. Elas estão juntas porque querem. Isso basta. Fim.
Pedro Bial.
Eu sabia… só não quis acreditar.
Clara Brandão.